domingo, 18 de março de 2012

A desorganização é inimiga da perfeição!


Nossa, como eu to sumida daqui, né minha gente!?
É uma vergonha eu ficar tanto tempo sem escrever aqui no blog, exatamente por ser o lugar onde eu escolhi pra desabafar e, principalmente, compartilhar minhas experiências e aprendizados. Que, aliás, foram muitos nesses últimos dias!
Mas esse sumiço nada mais é do que o reflexo da minha desorganização! Finalmente cheguei à conclusão do quanto ela tem me atrapalhado... E é hora de mudar. Ou pelo menos tentar.
Engraçado que isso me lembra de uma época muito importante da minha vida.
Quando eu comecei a trabalhar num escritório de advocacia, poucos antes de formar e com aquele peso todo de “ser contratada” após a conclusão do meu curso, eu passei pelo mesmo problema. De tão desorganizada, querendo fazer muita coisa ao mesmo tempo e acabava me esquecendo de fazer coisas importantes no meu dia a dia. Até que um dia eu tomei uma “sentada” da minha chefe! Aliás, foi uma pessoa que me ensinou demais, em todos os sentidos)! Mas, apesar da péssima sensação de ter sido criticada, foi a partir daí que eu comecei a crescer como profissional.
Às vezes a gente precisa disso pra crescer. Passar mesmo por situações que nos colocam contra a parede pra perceber que as coisas só dependem mesmo da gente...
Daí que aconteceu o seguinte...
Bom, como já falei aqui, no momento eu estou envolvida em várias atividades e projetos. Projeto solo (de MPB, bossa nova e samba), aulas de teatro musical, aulas de musicalização, free lancer em banda de casamento e participação em um grupo de teatro (que aliás acho que vai dar super certo, mas depois eu conto tudinho!).
Bom, fora isso, eu ainda sou a “advogada da família” (affff...), e por isso acabo tendo que resolver mil questões para os meus pais, além de coordenar a obra do apartamento onde vou morar em breve. Aí já viram, né? Loucura total!
E nessa loucura toda eu acabei me perdendo totalmente... Não estou conseguindo aproveitar meu tempo para focar em cada coisa, fico perdendo tempo com bobagens, não me concentro, estudo pouco e, quando vejo, a semana já passou, eu mesma acabei não resolvendo muita coisa, fico estressada e acabo deixando tudo embolado pra resolver depois! Ave Maria!
Bom, ontem tive a maior prova da minha desorganização e da falta de foco, como bem aprendi na última aula de interpretação na escola de teatro musical.
Foi mais um dia de trabalho com a banda de baile. Não vou dizer o nome da banda porque acho que não vem ao caso. Além disso, quero ter a liberdade de contar os ocorridos e acho melhor preservar a identidade deles (pelo menos enquanto eles não descobrem esse blog! rs).
Acontece que eu ando meio desanimada com essa coisa de cantar em festas de casamentos, principalmente porque foge muito do meu estilo musical e o cachê não é lá essas coisas (R$150,00 por evento). Só pra vcs saberem, eu canto basicamente pop americano. Eu até gosto de algumas coisas, mas a maioria das músicas hoje, na minha opinião, são muito chatas! Tem mulher mais chata do que aquela Britney? Vcs vão me desculpar! hahahahahahaha
O que eu quero mesmo é investir no meu projeto, nas músicas que eu gosto. Quero poder ser livre pra cantar o que quero e como quero, porque é isso que mais me identifica como artista e como intérprete que sou.
Bom, daí que ontem eu tinha ensaio marcado para 14h com o violonista que me acompanha no meu projeto solo. Corri pra fazer tudo até esse horário e, pra minha surpresa, ele me chega sem o violão dizendo que queria “conversar”. Sabe aquelas conversas estilo “vamos discutir a nossa relação”?? Afff.. Pensei: já vi tudo! E foi aí que veio a bomba!
Ele me disse que não podia mais perder tempo com ensaios (são só duas horas por semana!), que a faculdade estava exigindo muito, que a família precisa dele, que não dá pra ficar tocando de graça e que não podia se comprometer, e por aí foi...
Entendi totalmente, claro, porque eu sei que cada um tem uma época da vida em que as prioridades devem ser estabelecidas. Mas foi um soco no estômago. E isso me afetou. Porque eu sou intérprete, entende? E o estilo que eu canto exige alguém que tenha um traquejo bacana no violão. E apesar dele me dizer que vai continuar no projeto “quando puder”, eu não posso contar só com isso. Preciso de alguém que esteja por inteiro, entrando de cabeça nisso comigo. Foda.
Eu sei que existem mil pessoas por aí com vontade de tocar! Mas não é tão simples encontrá-las. Parece, mas não é. Ainda mais quando se está no começo, tentando vender seu peixe e tendo que se submeter a tocar de graça, tocar pra pagar o som, tocar em lugar ruim, sem público. Aí é que o cerco se fecha mesmo!
Daí que eu deixei essa chateação me engolir, e, ontem, somado ao cansado do dia corrido, eu acabei não conseguindo fazer uma boa performance com a banda de baile. Estava desconcentrada, cansada e acabei errando letras e entradas das músicas, que são coisas que eu não costumo errar tanto mais (porque é claro que eu ainda erro, né minha gente?! E isso é normal e vai diminuindo com o tempo, com a segurança e a experiência).
Claro que o fato de eu ter entrado na banda há pouco tempo ainda me gera uma certa insegurança, mas eu não podia ter deixado minha cabeça me tirar do foco. Ainda mais quando se precisa de grana igual eu estou precisando no momento! Por isso ontem voltei pra casa chateada.
Mas hoje eu percebi que foi bom isso ter acontecido. Porque é a vida mais uma vez atuando de “chefe”, me dando um “tranco” e dizendo: Milene, se vc quer conquistar as coisas vai ter que investir pesado nelas!  E isso inclui a banda de baile. Sim, apesar de não ser o que eu quero, preciso passar por isso pra ter mais experiência, saber lidar com outras pessoas e com diferentes situações de trabalho. Porque é isso: é trabalho. Talvez minha ficha ainda esteja demorando a cair e eu ainda esteja achando que viver de música é aquela coisa utópica, linda, maravilhosa, de se fazer o que gosta. E até é. Mas é um trabalho como outro qualquer, né?
Sei que isso tudo faz parte do meu aprendizado como artista profissional. E pra ser artista, ou qualquer coisa, eu preciso me organizar! Urgentemente! Nunca vou conseguir abraçar o mundo, mas com um pouco mais de organização eu posso conseguir fazer as coisas de forma mais tranquila, com menos estresse e com mais segurança.
É, não tem jeito, pra vencer tem que ir à luta! Então simbora! Depois conto mais da minha novela musical... rs
Bjs procês!


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Vc se conhece?

No último post citei a seguinte frase: “às vezes tenho que cantar músicas que não têm nada a ver comigo”.
Daí, fiquei pensando... O que tem realmente a ver comigo? Vc já se fez essa pergunta? Eu acho que ainda não achei essa resposta. Será que eu já me conheço a ponto de definir totalmente o estilo musical que quero seguir? Porque, olha, eu gosto de tanta coisa! Bossa, samba, mpb, rhythm and blues, alguma coisa de rock e por aí vai...
Vejam só... Passei vários anos da minha adolescência escutando minha mãe ouvir os CDs do “Quarteto em Cy” no talo! E era bom demais! Foi ali que eu conheci a música brasileira! Tanto que tenho um projeto só dela. Adoro! 
Mas, a verdade nua e crua é que eu realmente me apaixonei pela música através das cantoras americanas da minha época (que eu até já citei aqui: Whitney, Mariah, Celine Dion)! Verdade seja dita, elas cantam muito minha gente! E aquela técnica? Nossa,  é meu sonho de consumo ter aquele controle total da voz!
Por isso sinto uma necessidade de unir todos os estilos que gosto num projeto só. E isso me frusta, sabiam? Porque eu comecei esse projeto partindo só de músicas que realmente tenho vontade de cantar. Partindo do que me move quando canto: sentir, interpretar, me entregar mesmo.
Mas daí, a coisa foi andando e fui ouvindo cada vez mais: “olha, isso aí não vai funcionar...” ou “as pessoas não vão a bares pra ouvir isso”. E aí é foda (com o perdão da expressão!). Porque eu quero poder me entregar totalmente nas músicas! E não são todas que me levam pra esse lugar. Por exemplo, eu adoro samba! Acho uma delícia e é um super desafio pra mim. E é claro que quero fazer um show animado, pra galera cantar junto, curtir, se jogar. Mas também quero algo intimista, que toque o coração das pessoas, sabe? Que elas parem pra ouvir e digam: “nossa, fui longe agora com essa música!”
Por exemplo: vcs já ouviram a música “Case-se comigo”, da Vanessa da Mata ( http://www.youtube.com/watch?v=_b0WHz_XYKU )?? Eu me apaixonei por essa música no dia em que a conheci! Aliás, foi através de um convite para interpretá-la na cerimônia de casamento de uma querida amiga que a conheci! (Preciso nem falar que foi emocionante pra dedéu, né?)
E eu AMEI interpretar essa música, porque ela é de uma simplicidade na letra, mas de uma profundidade musical incrível, na minha modesta opinião. Mas, sinto que ela realmente não funciona em todo lugar...
Então eu acabo sofrendo quando tenho que abdicar de músicas que me tocam, que me inspiram. E sofro mais ainda quando tenho que montar um repertório. Porque, vejam só a minha dificuldade...
Eu quero cantar Caetano, Chico, Tom Jobim, Toquinho.. Beleza, até aí tá tudo certo. Mas também quero cantar Amy Winehouse, Adele, Ella Fitzgerald, Etta James..
Percebem?  Mas, ao mesmo tempo, sinto que sou compelida a escolher somente um desses estilos pra seguir carreira, pra me definir como cantora. E infelizmente ainda não consegui adequar tudo isso a um repertório só. Porque vcs hão de concordar que eu também preciso ganhar dinheiro, ne?
Talvez só o tempo mesmo pra me ajudar a definir isso, a me conhecer melhor e escolher o melhor caminho... Enquanto isso, bora experimentar de tudo um pouco, né?
Inté!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mais um pouquinho da minha estória...


Olá!
To de volta pra continuar contando da minha saga artística! ;)
Na verdade, ainda to mais na parte histórica do que tudo...
Inclusive, ontem tava relendo o último post e lembrei de uma coisa muito importante (ou talvez nem tanto.. rs): a minha primeira cantora “ídola”não foi Mariah Carey! Foi Whitney Houston! Hahahahahahhahaha
Lógico! Como eu pude esquecer das várias tardes em que eu e minhas amiguinhas da quarta série (ou seria quinta? Ah, sei lá!) íamos lá pra casa e elas me viam gritar ao som de “I Will always Love you”???!! hahahaah Era muito divertido! Gente, como eu era baranga!
Ah, mas quer saber, eu ainda sou... kkkkk Essas coisas colam na gente, é uma coisa impressionante.. hihihi O que tento fazer é conter a parte brega e convertê-la em música boa.
Bom, continuando minha pequena estória, tenho um projeto de MPB e bossa nova que é o que estou tentando levar adiante. É meu objetivo nesse ano. Separei músicas que realmente gosto de cantar e interpretar e acho que o caminho pra me conhecer cada vez mais como artista é esse. O Jean Pedroza é meu parceiro no violão e confesso que conhecê-lo foi um achado! Ele tem muito bom gosto, toca lindamente e ainda por cima nos damos super bem!
Fizemos um cd demo pra dar uma divulgada legal e tocar em bares e restaurantes e acho que temos tudo pra dar certo! Pra quem quiser ouvir a gravação demo que fizemos: www.myspace.com/milenevianna ou  http://soundcloud.com/milene-vianna. O Jean tá retomando a vida musical e tenho certeza que ainda vai ser muito reconhecido por aí...
Aliás essa semana tenho que ir em várias lugares pra deixar material. Depois conto tudo pra vcs!
Fora que semana que vem reiniciam minhas aulas de Teatro Musical! Gente, é muuuito legal! É quebradeira, porque vou te falar: cantar, dançar e interpretar ao mesmo tempo é de suar a camisa! Ufa! Mas é muito satisfatório!  Não vejo a hora de voltar! E agora vou pro Intermediário! Ai que aventura! O mais legal é que esse ano a gente vai aprender sapateado!!!! Aaaaai que tudoooo!!!
Bom, além disso, esse ano eu também to fazendo uns bicos numa banda de baile. É bom pra pegar experiência de palco e tudo mais. Fora que rola um dinheirinho e nesse momento to precisando mais disso do que tudo! Mas o chato é que tenho que cantar muita música que não tem nada a ver comigo... Mas, são ossos do ofício, né?
Acho que por hoje é só pessoal... Vou nessa porque ainda tenho que estudar um pouco de solfejo.
Bjs e até amanhã!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A criação do blog



Oi gente, td bem?
Fico feliz de estarem aqui!
Resolvi criar esse blog como uma forma de relatar tudo que tem rolado na minha vida depois que eu resolvi virar artista! ;) É um blog que surgiu mais a partir de uma necessidade de desabafar e de trocar experiências do que qualquer outra coisa... 
Eis que aconteceu o seguinte...
Num dia parado de carnaval (desses em que vc só quer curtir o feriadão, fazendo nada), estava eu, desanimada que só, reclamando da vida com meu namorado e falando das várias oportunidades que parecem vir, mas que não vêm. Daí,  ele me veio com a idéia: já que você é “rata” de internet, porque não cria um blog pra contar para as pessoas as coisas que vc tem passado na sua caminhada artística? E eu pensei: uai (como boa mineira que sou!), não é que é uma boa idéia?
E aí, alguns dias depois, cá estou eu criando esse blog!
Bom, acho que vale contar um pouco da minha estória pra vcs entenderem toda a minha trajetória até agora...
Cantar é uma coisa que eu adoro desde pequena! Minha família é super musical, cheia de músicos, artistas plásticos e adoradores da boa música! Minha adolescência foi recheada de saraus e mais saraus em casa! Ô época boa!
Daí que, por volta dos 14 anos - preparados para a bomba? - eu vi o clip de uma cantora americana chamada Mariah Carey. (morro de vergonha, mas é a verdade!)
Calma, não desista de ler, eu sei que ela é a rainha da breguice!!! Mas olha, vou te falar, aquela mulher canta muito, minha gente! Grita horrores? Grita! A música é baranga , boa pra dor de cotovelo? Demais! Mas olha, confesso que a partir dali eu quis ser cantora de todo jeito!
Óbvio que eu queria cantar igual a ela, gritar horrores, fazer o famoso “whistle” e tudo mais (pra quem não conhece é aquele mega, ultra agudo!)! Afinal, eu era uma adolescente e não queria escutar outra coisa! Me dêem um desconto, ok? (risos)
Enfim... O fato é que tomei gosto pela coisa e a partir daí eu sempre estive envolvida com o canto de alguma forma, ainda que remota.
Acontece que, eu, caçula que sou, grudada na barra da saia da minha mãe e medrosa de tudo, demorei demais pra encarar esse negócio de frente. E fui deixando a vida me levar pra outros caminhos, na ilusão de que aquilo sim era o certo a se fazer.  Afinal, “músico não é profissão”, não é mesmo!?
Pois então... Fui pra faculdade estudar Direito, fiz milhões de estágios, me formei, advoguei por 02 anos (ralando pra caramba!!!) pra depois largar tudo e virar artista! hahahaha
Acho que fiz tudo isso pra ver se eu conseguia realizar o sonho da família (e não o meu) de ter uma filha advogada, bem sucedida e com tudo que a sociedade espera da gente...
Fato é que, agora, com 29 anos, estou começando tudo de novo, do zero, literalmente!
Na verdade, eu cheguei a fazer parte de algumas bandas, projetos e fiz umas apresentações aqui e outra ali nesse meio tempo entre colégio e faculdade, mas foi só de 2010 pra cá que eu acho que realmente pude crescer e amadurecer como cantora e artista. Porque foi só depois que eu larguei a advocacia que realmente investi pesado na coisa!
Pra começar, voltando um pouquinho no tempo, em 2005 eu fiz teste pra entrar na banda Carol nas Nuvens. Passei e nela fiquei por aproximadamente 1 ano. Foi o máximo! Conheci pessoas maravilhosas, talentosíssimas e, acima de tudo, muito divertidas!
Depois, com o fim da banda, fiz parte de uns projetos de samba e bossa nova, o que foi ótimo, porque pude aprender mais um pouquinho...
 No fim de 2009 eu recebi o convite de um querido amigo, Raufe, pra participar da gravação de um videoclipe da banda dele, a [Paz-me] (http://www.pazme.com.br)! Imaginem só o quanto eu não fiquei honrada com o convite! O Raufe tinha sido meu colega de banda na Carol nas Nuvens e sabia que eu ia amar participar!  Foi uma experiência maravilhosa e não vejo a hora de repetir (agora com videoclipe próprio, né? Hehe)!
Bom, nessa época eu ainda estava advogando, vivendo aquela loucura toda e depois da gravação do clip eu acabei me afastando um pouco da música...
Em maio de 2010, já desligada do escritório onde trabalhava e louca pra voltar a cantar, fui chamada pra fazer teste pra entrar para a banda SUPER 8.  A banda estava reiniciando as suas atividades e estava à procura de uma cantora pra interpretar sucessos internacionais da década de 80.
Tava pra mim, porque, afinal, eu adoro as músicas dos anos 80 e ia ser um super desafio vocal cantar tudo aquilo! E foi mesmo! Tocamos um bocado por aí, aprendi muito e devo muito do que tenho de bagagem hoje à banda.
Acontece que, em Janeiro desse ano, decidi encarar pra valer meu projeto pessoal de MPB e bossa nova e, finalmente colocá-lo em prática! Acho que já está na hora de começar a seguir o caminho por conta própria.
E é aí, meus amigos, que começa a luta... Mas isso fica pra um outro post, porque esse já deu, né não?
Fui!