No último post citei a seguinte frase: “às vezes tenho que cantar músicas que não têm nada a ver comigo”.
Daí, fiquei pensando... O que tem realmente a ver comigo? Vc já se fez essa pergunta? Eu acho que ainda não achei essa resposta. Será que eu já me conheço a ponto de definir totalmente o estilo musical que quero seguir? Porque, olha, eu gosto de tanta coisa! Bossa, samba, mpb, rhythm and blues, alguma coisa de rock e por aí vai...
Vejam só... Passei vários anos da minha adolescência escutando minha mãe ouvir os CDs do “Quarteto em Cy” no talo! E era bom demais! Foi ali que eu conheci a música brasileira! Tanto que tenho um projeto só dela. Adoro!
Mas, a verdade nua e crua é que eu realmente me apaixonei pela música através das cantoras americanas da minha época (que eu até já citei aqui: Whitney, Mariah, Celine Dion)! Verdade seja dita, elas cantam muito minha gente! E aquela técnica? Nossa, é meu sonho de consumo ter aquele controle total da voz!
Por isso sinto uma necessidade de unir todos os estilos que gosto num projeto só. E isso me frusta, sabiam? Porque eu comecei esse projeto partindo só de músicas que realmente tenho vontade de cantar. Partindo do que me move quando canto: sentir, interpretar, me entregar mesmo.
Mas daí, a coisa foi andando e fui ouvindo cada vez mais: “olha, isso aí não vai funcionar...” ou “as pessoas não vão a bares pra ouvir isso”. E aí é foda (com o perdão da expressão!). Porque eu quero poder me entregar totalmente nas músicas! E não são todas que me levam pra esse lugar. Por exemplo, eu adoro samba! Acho uma delícia e é um super desafio pra mim. E é claro que quero fazer um show animado, pra galera cantar junto, curtir, se jogar. Mas também quero algo intimista, que toque o coração das pessoas, sabe? Que elas parem pra ouvir e digam: “nossa, fui longe agora com essa música!”
Por exemplo: vcs já ouviram a música “Case-se comigo”, da Vanessa da Mata ( http://www.youtube.com/watch?v=_b0WHz_XYKU )?? Eu me apaixonei por essa música no dia em que a conheci! Aliás, foi através de um convite para interpretá-la na cerimônia de casamento de uma querida amiga que a conheci! (Preciso nem falar que foi emocionante pra dedéu, né?)
E eu AMEI interpretar essa música, porque ela é de uma simplicidade na letra, mas de uma profundidade musical incrível, na minha modesta opinião. Mas, sinto que ela realmente não funciona em todo lugar...
Então eu acabo sofrendo quando tenho que abdicar de músicas que me tocam, que me inspiram. E sofro mais ainda quando tenho que montar um repertório. Porque, vejam só a minha dificuldade...
Eu quero cantar Caetano, Chico, Tom Jobim, Toquinho.. Beleza, até aí tá tudo certo. Mas também quero cantar Amy Winehouse, Adele, Ella Fitzgerald, Etta James..
Percebem? Mas, ao mesmo tempo, sinto que sou compelida a escolher somente um desses estilos pra seguir carreira, pra me definir como cantora. E infelizmente ainda não consegui adequar tudo isso a um repertório só. Porque vcs hão de concordar que eu também preciso ganhar dinheiro, ne?
Talvez só o tempo mesmo pra me ajudar a definir isso, a me conhecer melhor e escolher o melhor caminho... Enquanto isso, bora experimentar de tudo um pouco, né?
Inté!