Nossa, como eu to sumida daqui,
né minha gente!?
É uma vergonha eu ficar tanto
tempo sem escrever aqui no blog, exatamente por ser o lugar onde eu escolhi pra
desabafar e, principalmente, compartilhar minhas experiências e aprendizados.
Que, aliás, foram muitos nesses últimos dias!
Mas esse sumiço nada mais é do
que o reflexo da minha desorganização! Finalmente cheguei à conclusão do quanto
ela tem me atrapalhado... E é hora de mudar. Ou pelo menos tentar.
Engraçado que isso me lembra de uma
época muito importante da minha vida.
Quando eu comecei a trabalhar num
escritório de advocacia, poucos antes de formar e com aquele peso todo de “ser
contratada” após a conclusão do meu curso, eu passei pelo mesmo problema. De
tão desorganizada, querendo fazer muita coisa ao mesmo tempo e acabava me
esquecendo de fazer coisas importantes no meu dia a dia. Até que um dia eu tomei
uma “sentada” da minha chefe! Aliás, foi uma pessoa que me ensinou demais, em
todos os sentidos)! Mas, apesar da péssima sensação de ter sido criticada, foi
a partir daí que eu comecei a crescer como profissional.
Às vezes a gente precisa disso
pra crescer. Passar mesmo por situações que nos colocam contra a parede pra
perceber que as coisas só dependem mesmo da gente...
Daí que aconteceu o seguinte...
Bom, como já falei aqui, no
momento eu estou envolvida em várias atividades e projetos. Projeto solo (de
MPB, bossa nova e samba), aulas de teatro musical, aulas de musicalização, free
lancer em banda de casamento e participação em um grupo de teatro (que aliás
acho que vai dar super certo, mas depois eu conto tudinho!).
Bom, fora isso, eu ainda sou a
“advogada da família” (affff...), e por isso acabo tendo que resolver mil questões
para os meus pais, além de coordenar a obra do apartamento onde vou morar em
breve. Aí já viram, né? Loucura total!
E nessa loucura toda eu acabei me
perdendo totalmente... Não estou conseguindo aproveitar meu tempo para focar em
cada coisa, fico perdendo tempo com bobagens, não me concentro, estudo pouco e,
quando vejo, a semana já passou, eu mesma acabei não resolvendo muita coisa,
fico estressada e acabo deixando tudo embolado pra resolver depois! Ave Maria!
Bom, ontem tive a maior prova da
minha desorganização e da falta de foco, como bem aprendi na última aula de
interpretação na escola de teatro musical.
Foi mais um dia de trabalho com a
banda de baile. Não vou dizer o nome da banda porque acho que não vem ao caso.
Além disso, quero ter a liberdade de contar os ocorridos e acho melhor
preservar a identidade deles (pelo menos enquanto eles não descobrem esse blog!
rs).
Acontece que eu ando meio
desanimada com essa coisa de cantar em festas de casamentos, principalmente
porque foge muito do meu estilo musical e o cachê não é lá essas coisas
(R$150,00 por evento). Só pra vcs saberem, eu canto basicamente pop americano.
Eu até gosto de algumas coisas, mas a maioria das músicas hoje, na minha opinião,
são muito chatas! Tem mulher mais chata do que aquela Britney? Vcs vão me
desculpar! hahahahahahaha
O que eu quero mesmo é investir
no meu projeto, nas músicas que eu gosto. Quero poder ser livre pra cantar o
que quero e como quero, porque é isso que mais me identifica como artista e
como intérprete que sou.
Bom, daí que ontem eu tinha
ensaio marcado para 14h com o violonista que me acompanha no meu projeto solo.
Corri pra fazer tudo até esse horário e, pra minha surpresa, ele me chega sem o
violão dizendo que queria “conversar”. Sabe aquelas conversas estilo “vamos
discutir a nossa relação”?? Afff.. Pensei: já vi tudo! E foi aí que veio a
bomba!
Ele me disse que não podia mais
perder tempo com ensaios (são só duas horas por semana!), que a faculdade
estava exigindo muito, que a família precisa dele, que não dá pra ficar tocando
de graça e que não podia se comprometer, e por aí foi...
Entendi totalmente, claro, porque
eu sei que cada um tem uma época da vida em que as prioridades devem ser
estabelecidas. Mas foi um soco no estômago. E isso me afetou. Porque eu sou
intérprete, entende? E o estilo que eu canto exige alguém que tenha um traquejo
bacana no violão. E apesar dele me dizer que vai continuar no projeto “quando
puder”, eu não posso contar só com isso. Preciso de alguém que esteja por
inteiro, entrando de cabeça nisso comigo. Foda.
Eu sei que existem mil pessoas
por aí com vontade de tocar! Mas não é tão simples encontrá-las. Parece, mas
não é. Ainda mais quando se está no começo, tentando vender seu peixe e tendo
que se submeter a tocar de graça, tocar pra pagar o som, tocar em lugar ruim,
sem público. Aí é que o cerco se fecha mesmo!
Daí que eu deixei essa chateação
me engolir, e, ontem, somado ao cansado do dia corrido, eu acabei não
conseguindo fazer uma boa performance com a banda de baile. Estava
desconcentrada, cansada e acabei errando letras e entradas das músicas, que são
coisas que eu não costumo errar tanto mais (porque é claro que eu ainda erro,
né minha gente?! E isso é normal e vai diminuindo com o tempo, com a segurança
e a experiência).
Claro que o fato de eu ter
entrado na banda há pouco tempo ainda me gera uma certa insegurança, mas eu não
podia ter deixado minha cabeça me tirar do foco. Ainda mais quando se precisa
de grana igual eu estou precisando no momento! Por isso ontem voltei pra casa
chateada.
Mas hoje eu percebi que foi bom
isso ter acontecido. Porque é a vida mais uma vez atuando de “chefe”, me dando
um “tranco” e dizendo: Milene, se vc quer conquistar as coisas vai ter que
investir pesado nelas! E isso inclui a
banda de baile. Sim, apesar de não ser o que eu quero, preciso passar por isso
pra ter mais experiência, saber lidar com outras pessoas e com diferentes
situações de trabalho. Porque é isso: é trabalho. Talvez minha ficha ainda
esteja demorando a cair e eu ainda esteja achando que viver de música é aquela
coisa utópica, linda, maravilhosa, de se fazer o que gosta. E até é. Mas é um
trabalho como outro qualquer, né?
Sei que isso tudo faz parte do
meu aprendizado como artista profissional. E pra ser artista, ou qualquer
coisa, eu preciso me organizar! Urgentemente! Nunca vou conseguir abraçar o mundo,
mas com um pouco mais de organização eu posso conseguir fazer as coisas de
forma mais tranquila, com menos estresse e com mais segurança.
É, não tem jeito, pra vencer tem
que ir à luta! Então simbora! Depois conto mais da minha novela musical... rs
Bjs procês!